Anuidade do cartão subiu em 2026: vale a pena trocar?

A anuidade do seu cartão de crédito subiu em 2026? Veja quando vale a pena negociar a isenção com o banco ou trocar por uma opção gratuita.

Homem sentado à mesa olhando a fatura impressa e segurando um cartão de crédito com expressão de dúvida.
Foto: Ercan Şenkaya · Pexels

Se a anuidade do seu cartão subiu agora em 2026, a resposta rápida é simples: só vale a pena continuar pagando se os benefícios que você realmente usa devolverem mais dinheiro do que o valor cobrado. Para a maioria das pessoas que usam o cartão para compras normais do mês, pagar anuidade virou desperdício, e migrar para uma opção gratuita é a decisão mais sensata.

Ao longo deste ano, grandes bancos mexeram nas regras de tarifas e isenções. O Itaú reajustou a anuidade de parte da sua carteira de cartões desde 15 de junho de 2026 [0, 1]. O Banco do Brasil elevou a anuidade do cartão Visa Altus para R$ 4.000 a partir de 13 de julho de 2026 [2], endurecendo também o volume de gastos exigido para zerar a cobrança. Muitos clientes só estão percebendo esse reajuste nas faturas de agosto e setembro, quando o primeiro desconto aparece sem aviso no extrato.

Por que os bancos aumentaram as anuidades em 2026

Os bancos estão enxugando cortesias e endurecendo as regras para quem gasta pouco no cartão. Durante anos, muitas instituições concediam isenção automática ou aceitavam qualquer pedido no atendimento telefônico para evitar cancelamentos. O cenário mudou.

Com a redução de margens em outros serviços e o aumento de custos operacionais de programas de salas VIP e milhas, os bancos passaram a cobrar a conta de quem não atinge metas altas de consumo. Em vez de anuidade zero para todo mundo, criaram faixas rígidas: ou você gasta um piso fixo todo mês, ou paga a parcela da anuidade. Para quem concentrava poucos gastos ou dividia as despesas entre vários cartões, essa conta deixou de fechar.

O caso do Marcos: quanto custa insistir no cartão pago

Veja o exemplo do Marcos. Ele mantinha um cartão com anuidade de R$ 480 por ano, dividida em 12 parcelas de R$ 40. Ele não pagava nada porque o banco prometia isenção total se ele gastasse pelo menos R$ 2.500 por mês.

Em julho, a rotina do Marcos mudou. Ele passou a usar mais o Pix para compras locais e a dividir o mercado com a namorada pelo aplicativo de pagamentos. Na fatura de agosto, o gasto do cartão fechou em R$ 1.800. Como não bateu a meta dos R$ 2.500, o banco cobrou os R$ 40 da mensalidade da anuidade.

Se o Marcos mantiver esse padrão até o final do ano, ele vai desembolsar quase R$ 500 apenas para ter o plástico na carteira. Com um gasto médio de R$ 1.800, os pontos acumulados geram menos de R$ 150 em dinheiro de volta no mesmo período. Ele está pagando para usar o próprio dinheiro.

Se ele cancelar a cobrança e passar as despesas para um cartão com taxa zero, essa sobra de R$ 40 todo mês cobre uma conta de água ou ajuda a pagar as compras da semana. Para quem divide os gastos da casa, registrar as despesas no WhatsApp contando pro Fin ajuda a acompanhar exatamente o total de compras de cada pessoa antes de a fatura fechar, evitando surpresas com metas não batidas.

Negociar ou cancelar: o que fazer com a cobrança na fatura

Quando a parcela da anuidade aparecer no extrato, você tem dois caminhos práticos. Nenhum deles envolve aceitar o valor passivamente.

Opção 1: Ligar e tentar a isenção

Antes de pedir o cancelamento imediato, vale entrar em contato pelo aplicativo ou telefone do banco. Se você é cliente antigo e tem bom histórico de pagamento, o atendente costuma ter margem para aplicar descontos de 50% a 100% na tarifa anual.

  1. Ligue com a fatura aberta e diga que notou a cobrança da anuidade.
  2. Afirme com calma que não concorda com o valor e que prefere cancelar o cartão caso a tarifa continue.
  3. Pergunte qual é o gasto mínimo exato para zerar a tarifa ou se existe desconto por relacionamento.
  4. Caso o atendente ofereça apenas uma redução parcial (por exemplo, baixar de R$ 40 para R$ 20 por mês), avalie se os benefícios cobrem essa despesa.

Opção 2: Trocar de vez por um cartão sem anuidade

Se o banco se recusar a isentar a tarifa, o melhor caminho é transferir as contas fixas e encerrar o serviço. Hoje existem dezenas de cartões no mercado sem cobrança alguma de manutenção, com limite compatível e aplicativo funcional.

Ao fazer essa troca, fique atento aos cartões adicionais. Se você empresta um cartão adicional para seu parceiro, irmão ou filho, a anuidade costuma incidir sobre cada via extra, encarecendo ainda mais a conta final. Em um cartão gratuito, os adicionais também não pagam mensalidade, o que simplifica a divisão das despesas no fim do mês.

Vantagens e desvantagens de cada escolha

Para decidir se você briga pela isenção ou corta o cartão, compare o que você ganha e o que você perde em cada cenário:

Continuar no cartão atual (com isenção negociada)

  • Prós: Você preserva o limite de crédito já construído, não precisa alterar os cadastros de assinaturas recorrentes e mantém os pontos acumulados.
  • Contras: O banco pode voltar a cobrar a tarifa no ano seguinte, exigindo nova negociação, e você fica refém de uma meta de gastos mensal que nem sempre cabe na sua realidade.

Migrar para um cartão sem anuidade

  • Prós: Custo fixo zero garantido, sem preocupação com valor mínimo de fatura e sem sustos no orçamento.
  • Contras: Limite inicial pode vir mais baixo nos primeiros meses e os programas de benefícios costumam ser mais modestos.

Se você não viaja várias vezes por ano para usar salas VIP e não gasta quantias suficientes para transformar pontos em passagens aéreas com frequência, a escolha racional é não pagar anuidade.

Perguntas frequentes

O banco pode aumentar a anuidade do cartão sem me avisar?

O banco precisa divulgar as alterações em suas tabelas de tarifas com antecedência. Na prática, muitos comunicados são enviados por e-mail ou mensagens no aplicativo que passam despercebidos até a fatura fechar.

Se eu cancelar o cartão por causa da anuidade, perco as compras parceladas?

Não. O cartão é cancelado para novas compras, mas as parcelas futuras continuam sendo enviadas mensalmente na fatura até a quitação total da dívida, sem cobrança de anuidade sobre os meses seguintes.

Cartão adicional também paga anuidade?

Em cartões tradicionais pagos, o banco costuma cobrar uma taxa proporcional para cada cartão adicional emitido. Já nos cartões sem anuidade, os adicionais também não pagam taxa de manutenção.

Fontes

  1. Itaú reajusta anuidade de alguns cartões de crédito - Passageiro de Primeira passageirodeprimeira.com
  2. Salas VIP mais restritas e anuidades mais caras: o que mudou nos cartões no 1º semestre de 2026 - Melhores Cartões melhorescartoes.com.br
  3. Banco do Brasil aumenta anuidade do Altus para R$ 4.000 com nova política de isenção - Passageiro de Primeira passageirodeprimeira.com

Quem escreve

Diego Araujo

Fundador do MeuFin

Sou o Diego, fundador do Fin. Acredito que cuidar do dinheiro não precisa ser chato nem virar assunto de briga. Por isso escrevo sobre o básico bem feito: registrar o gasto na hora, entender a fatura, saber quanto sobrou e acertar as contas com quem divide. Sem jargão, sem promessa de ganho, com fonte quando tem número. Reviso cada texto antes de ir ao ar.

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