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Pix em celular novo tem limite de R$ 200 a partir de novembro

Trocou de aparelho? Veja como validar o celular no app do banco para não travar pagamentos e transferências do Pix acima de R$ 200 a partir de novembro.

Homem sentado à mesa configurando um novo celular com o aplicativo do banco aberto.
Foto: Vitaly Gariev · Pexels

Se você trocar de celular ou formatar o computador, suas transferências via Pix terão um teto automático de R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia até que você faça a validação do aparelho no aplicativo do seu banco. A medida estabelecida pelo Banco Central do Brasil tem como objetivo impedir que pessoas mal-intencionadas acessem contas bancárias em novos dispositivos para fazer transferências rápidas de valores altos.

Quem já usa o Pix no aparelho atual não precisa fazer nenhum recadastro. A trava de segurança atinge apenas os dispositivos novos que nunca movimentaram a sua conta bancária antes.

Como funciona o limite do Pix em aparelhos novos

A regra do Banco Central cria uma camada de proteção preventiva para o correntista. Quando um aparelho novo tenta realizar uma transação via Pix, o sistema bancário reconhece que aquele telefone ou computador ainda não foi autenticado pelo titular da conta. Enquanto o cadastro não for confirmado, duas travas entram em vigor de forma simultânea:

  • Limite por envio: cada transferência individual fica restrita ao valor máximo de R$ 200.
  • Limite diário acumulado: a soma de todas as transações feitas no mesmo dia a partir daquele aparelho novo não pode passar de R$ 1.000.

Se o seu celular atual continuar sendo o mesmo, nada muda na sua rotina. O seu limite diário padrão, definido no contrato com a sua instituição, permanece válido normalmente. Porém, no momento em que você compra um smartphone novo, recebe um aparelho de presente ou formata o computador de casa, o sistema financeiro passa a exigir a confirmação do novo dispositivo para liberar os limites habituais.

O principal objetivo dessa regra é frear invasões de conta. Mesmo que alguém consiga descobrir a sua senha por meio de golpes virtuais, essa pessoa não conseguirá esvaziar o saldo da sua conta em outro aparelho sem antes cumprir a etapa de validação em duas etapas.

O impacto da trava na divisão das contas da casa

No dia a dia de quem racha as contas com parceiros de apartamento, companheiros ou familiares, essa nova trava pode causar contratempos se a validação do aparelho for deixada para a última hora. Imagine a situação do Bruno e da Ana, que moram juntos e dividem um aluguel de R$ 1.900 todo dia 5 do mês.

O Bruno comprou um celular novo no fim de semana e desinstalou o aplicativo do banco no aparelho antigo. Na segunda-feira pela manhã, ele tenta transferir a parte dele no aluguel, no valor exato de R$ 950, diretamente para a conta da Ana. Como o aparelho novo ainda não foi autorizado no sistema de segurança da instituição financeira, o aplicativo recusa o envio do valor total e avisa que o teto permitido para aquela operação é de apenas R$ 200.

Se o Bruno não souber como liberar o dispositivo, ele terá que fazer cinco transferências separadas para somar o valor ou precisará esperar a aprovação do cadastro pelo banco para quitar o aluguel sem atraso. Para manter o controle dos pagamentos sem estresse e não esquecer quem já pagou o quê, o Bruno deixa as contas registradas contando pro Fin no WhatsApp, que separa a parte de cada um e mostra o saldo do mês.

O mesmo tipo de transtorno pode acontecer na hora de pagar o boleto da taxa de condomínio pelo Pix copia e cola, a fatura de energia elétrica ou a metade das compras do mercado do mês. Ficar com o Pix travado no início do mês é um risco real para quem troca de celular e precisa movimentar dinheiro para honrar compromissos básicos.

Passo a passo para cadastrar seu novo celular no banco

Para liberar os seus limites usuais no Pix ao trocar de aparelho, você deve validar o novo telefone no aplicativo do seu banco antes de precisar fazer qualquer transferência importante. O procedimento varia um pouco entre as instituições, mas segue uma lógica parecida em quase todos os bancos:

  1. Baixe o aplicativo oficial: instale o app da sua instituição financeira diretamente da loja de aplicativos do seu sistema operacional.
  2. Faça o login inicial: digite sua agência, conta e senha pessoal para entrar na sua área de cliente.
  3. Acesse as configurações de segurança: procure no menu principal pela opção chamada “Segurança”, “Meus Dispositivos” ou “Gerenciamento de Aparelhos”.
  4. Inicie o cadastro do dispositivo: toque no botão indicado para autorizar o novo celular como aparelho seguro de uso frequente.
  5. Conclua a validação de segurança: faça o reconhecimento facial pela câmera do telefone ou insira o código numérico de confirmação enviado pelo banco por mensagem SMS ou e-mail cadastrado.
  6. Aguarde a ativação: a liberação total do limite costuma acontecer em poucos minutos logo após a validação biométrica, permitindo transferir qualquer valor dentro do limite contratado.

Caso o banco exija confirmação presencial ou validação em caixa eletrônico, o próprio aplicativo exibirá essa instrução na tela. Por isso, a melhor recomendação é fazer esse procedimento assim que você ligar o telefone novo pela primeira vez, evitando surpresas na hora de pagar um compromisso financeiro.

O que fazer se você precisar enviar um valor alto com urgência

Se você trocou de celular hoje e precisa transferir um valor superior a R$ 200 com urgência antes de concluir a validação, existem algumas alternativas práticas para não atrasar suas contas:

  • Use o aparelho anterior: se você ainda estiver com o telefone antigo por perto e com acesso à internet, faça a transferência diretamente por ele, já que os limites normais continuam valendo naquele dispositivo.
  • Pague por código de barras: o pagamento de contas de consumo e boletos registrados via leitor de código de barras segue as regras convencionais de pagamento do seu banco e costuma ter tetos operacionais diferentes das transferências instantâneas.
  • Fracione o pagamento dentro do limite diário: para compromissos de pequeno e médio porte, você pode fazer transferências fracionadas de até R$ 200 cada, desde que a soma total no mesmo dia não ultrapasse R$ 1.000.

Planejar a troca de telefone e a configuração dos seus aplicativos financeiros com antecedência evita filas, juros por atraso de pagamento e dores de cabeça na rotina da sua casa.

Perguntas frequentes

Preciso cadastrar meu celular atual de novo para continuar usando o Pix?

Não. Os aparelhos que já realizavam transferências pelo Pix continuam operando normalmente com os limites que você já tinha configurados. A exigência de cadastro e o limite de R$ 200 valem exclusivamente para celulares e computadores que nunca foram usados para acessar a sua conta.

O limite de R$ 200 vale também para receber transferências pelo Pix?

Não, a regra se aplica somente ao envio de dinheiro a partir do novo aparelho. Você pode continuar recebendo pagamentos e transferências de qualquer valor na sua conta bancária sem qualquer bloqueio ou restrição de recebimento.

Quanto tempo demora para o banco liberar os limites normais no novo celular?

Na maioria dos bancos digitais e tradicionais, a liberação ocorre de forma quase imediata após a conclusão do reconhecimento facial ou da confirmação do código de segurança. Em situações específicas que exigem análise cadastral extra, a liberação completa pode levar algumas horas.

Fontes

  1. Banco Central do Brasil - Pix tem novas regras para dispositivos não cadastrados vertexaisearch.cloud.google.com
  2. G1 - BC define regras que limitam Pix em celular novo a R$ 200 vertexaisearch.cloud.google.com
  3. Banco Central do Brasil - Pix tem novas regras para dispositivos não cadastrados bcb.gov.br
  4. G1 - BC define regras que limitam Pix em celular novo a R$ 200 g1.globo.com
  5. globo.com vertexaisearch.cloud.google.com
  6. bcb.gov.br vertexaisearch.cloud.google.com

Quem escreve

Diego Araujo

Fundador do MeuFin

Sou o Diego, fundador do Fin. Acredito que cuidar do dinheiro não precisa ser chato nem virar assunto de briga. Por isso escrevo sobre o básico bem feito: registrar o gasto na hora, entender a fatura, saber quanto sobrou e acertar as contas com quem divide. Sem jargão, sem promessa de ganho, com fonte quando tem número. Reviso cada texto antes de ir ao ar.

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